<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795</id><updated>2012-02-09T20:01:16.048-08:00</updated><title type='text'>O mistério do planeta</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-6724366066726658220</id><published>2011-11-15T17:28:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T17:35:03.157-08:00</updated><title type='text'>Sobre Medéia; de sua filha.</title><content type='html'>Aqui estou, envolta de culpa e dor de gente que não sabe como tudo foi acontecer. Fui morrer da dor de minha mãe, Medeia, com sua bravura e devoção ao mostrar-se mulher. É com essa fissura que perdi a vida, bem como ela a dela; não a culpo por não saber outro fim. Minha mãe foi gente sofrendo sem ter para onde ir, foi pessoa que geme enquanto morre. Minha mãe foi protetora felina de mim, nada mais.&lt;br /&gt;Posso mesmo compreender que, por vezes, ela tenha sido cruel, muitas vezes em prol de sua felicidade ora por vingança. Contudo creio que minhã mãe assumiu suas melhores formas para mostrar aquilo que dói de fato. Medeia foi capaz de representar a dor em diversas pessoas, matou porque sentia o matar nela mesma e sofria a falta de existir enquanto matava cada um que lhe atormentara.&lt;br /&gt;Pensando nisso, relembro as muitas vezes que meu pai, ainda que tenha sido solícito, tentara contornar e reverter as desgraças que minha mãe pretendia. Jamais ela se rendeu aos embaraçosos discursos de meu pai, Jasão. Muitas foram as vezes em que vi minha mãe e meu pai brigarem, inconformados com a discórdia; mamãe gritava e agitava os braços, enquanto papai, calmo tentava apaziguar o impossível. Meu pai jamais mudou qualquer opinião de mamãe e caso ela dissesse que sim, alguma coisa estava errada ou alguma coisa ela pretendia.&lt;br /&gt;Compreedi a morte como um fardo, uma certa sina, destino de quem já sente, pressente que tudo desanda. &lt;br /&gt;Quando via minha mãe muito calada, inquieta, sufocando de dor e lamento, enquanto a Ama pedia-me que ficasse longe dela, sabia, que a morte estava próxima. Sentia entre nós uma falsa empatia, como se fôssemos cão e gato, como se os astros me mostrassem que nossas vidas se cruzariam a ponto de fenecerem, como bem foi. A morte foi a reflexão da vida e num estalo, tudo escureceu.&lt;br /&gt;Minha mãe sempre dizia que os mortais dramatizavam muito a morte, pois ela não passava de uma transgressão. Confesso que concordei com ela depois do acontecido, contudo é difícil esperar a morte de forma tranquila, muito mais quando sentimos a morte pelas mãos de nossa mãe. &lt;br /&gt;Pois até que não foi tão brusco: ao vir de encontro a mim para matar-me, Medéia disse as seguintes palavras: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filha minha que com devoção cuidei, acariciei os cabelos todos os dias de sua vida, quero que saiba que os deuses me invocam para que seja feita justiça com nós mesmas. Sofro muito pelo que vou fazer, contudo é necessário para que outros mereçam o que bem devem e que morram de uma dor pior do que essa que agora entrego a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando isso percebi seus olhos difusos e cerrados, como se não desejasse tal atitude, contudo percebia nela uma predestinação a tal comportamento. Mamãe seguia seus instintos e morria e matava por eles, independente de quem fosse. &lt;br /&gt;Caso necessitasse culpar alguém, culparia o acaso, pois tudo que minha mãe e meu pai fizeram foi viver, contudo o desenrolar desta vivência ocasionou o ódio, desatino e tortura mútua. Jasão preferiu afastar-se largou quem mais o tinha afeto e deovção e, por isso, teve consigo a resposta do mostro que bem criou e Medéia, incompreendida e sentindo-se traída, invocou deuses e ultrapassou as barreiras da coincidências, transformando fatalidades em suas obra de arte colossal. &lt;br /&gt;Minha mãe sempre dizia que um dia pagaria pelos seus atos tão nobres, pela sua constante dedicação. Ela dizia que o povo não sabe dar o algo bom à quem lhe quer bem. Dizia também que as pessoas deveriam ser marcadas para que soubéssemos que é mau e quem não é. O tempo que passei ao lado de minha mãe, percebi que ela dizia e agia de maneira correta, dedicava-se a papai como bem devia ser e amava os filhos também. &lt;br /&gt;Todavia quando tudo desabou em suas mãos, percebi nela uma fera presa, obscura, como se tivesse dormido por muito tempo e, por isso, estava disposta a ser cruel até mesmo com quem mais amava. Mamãe expeliu todo o seu rancor e ódio e fez de mim um ato de covardia e ao mesmo tempo de justiça. Entendo, agora que repenso tudo, que mamãe quis mostrar a solidão, rejeição e despedida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-6724366066726658220?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/6724366066726658220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=6724366066726658220&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/6724366066726658220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/6724366066726658220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2011/11/sobre-medeia-de-sua-filha.html' title='Sobre Medéia; de sua filha.'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-3130518558243438423</id><published>2011-06-21T10:20:00.000-07:00</published><updated>2011-06-21T10:21:02.934-07:00</updated><title type='text'>A franqueza de Fernando Pessoa</title><content type='html'>Aqui está um poema muito franco e, julgo eu,&lt;strike&gt; revoltado &lt;/strike&gt;de Álvaro de Campos que me deu ''uma luz''. Muito bom. Compartilho com vocês. Façam bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Poema em linha reta&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca conheci quem tivesse levado porrada.&lt;br /&gt;Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,&lt;br /&gt;Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,&lt;br /&gt;Indesculpavelmente sujo,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,&lt;br /&gt;Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,&lt;br /&gt;Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,&lt;br /&gt;Que tenho sofrido enxovalhos e calado,&lt;br /&gt;Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,&lt;br /&gt;Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,&lt;br /&gt;Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,&lt;br /&gt;Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado&lt;br /&gt;Para fora da possibilidade do soco;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,&lt;br /&gt;Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente que eu conheço e que fala comigo&lt;br /&gt;Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,&lt;br /&gt;Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera ouvir de alguém a voz humana&lt;br /&gt;Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;&lt;br /&gt;Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!&lt;br /&gt;Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.&lt;br /&gt;Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?&lt;br /&gt;Ó príncipes, meus irmãos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arre, estou farto de semideuses!&lt;br /&gt;Onde é que há gente no mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderão as mulheres não os terem amado,&lt;br /&gt;Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!&lt;br /&gt;E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,&lt;br /&gt;Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?&lt;br /&gt;Eu, que venho sido vil, literalmente vil,&lt;br /&gt;Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;beijomeliga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-3130518558243438423?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/3130518558243438423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=3130518558243438423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3130518558243438423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3130518558243438423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2011/06/franqueza-de-fernando-pessoa.html' title='A franqueza de Fernando Pessoa'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-4752444445977139963</id><published>2011-05-26T20:26:00.000-07:00</published><updated>2011-05-27T07:02:53.673-07:00</updated><title type='text'>Aquilo que devemos ser</title><content type='html'>Não há, na verdade, uma maneira clara de definir isso: trata-se de algo que é difícil formar sem dores. É possível afirmar que é necessário um raciocínio difícil e pesado, um controle mental que gasta o cérebro que dorme quente até o dia seguinte. É uma construção pesada e repleta de críticas e de desafios. Chamada de todos os nomes e verbos, coisas abstratas e sons, é meio que uma reflexão daquilo que ninguém conclui por certo se é certo, se é errado, não sei. Seria como divagações de autores barrocos ou suspeitas de teróricos renomados, coisa de gente culta que não sabe bem a definição da coisa, ninguém sabe. &lt;br /&gt;A resposta é uma constante perturbação da alma envolta de força e intensidade em tudo. Significa uma vontade que grita e, por vezes, se distrai com tantos afazeres e fatos quotidianos repletos de livros e filmes obscuros, bem como textos, comidas, ruas, sons, tudo. Funciona como se fosse um caminho longo, confuso, uma construção telepática daquilo possível de ser, ninguém sabe. &lt;br /&gt;Mesmo chegando até um sentido, beiramos a dúvida o transtorno da possibilidade de mudar, a constante inquetação quanto aquilo que de fato vem a ser. Não sei. Talvez deva ser algo que contorna uma verdade subjetiva, quieta e amena. Talvez uma coisa de gente simpática e imponente, uma certa segurança de ser e de observar, não sei. Talvez uma razão para tudo, uma certeza de tudo. Talvez uma eloquência mentirosa, mas sem prepotência, reafirmando a dúvida, a indagação dos mesmos teóricos cultos, os mesmos 'não sei', não sei. Talvez seja acordar bem cedo e falar bem dos pobres, falar das coisas bonitas que se escuta e vê, sorrir para um bebê, rir com equilíbrio e emocionar-se espontâneamente com a rotina bruta e explícita, não sei. &lt;br /&gt;É possível que seja algo simples, mas o que vejo é uma tentativa repleta de erros, repleta de gente que fala e erra, que luta por chegar até um ponto que eu, sinceramente, não sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-4752444445977139963?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/4752444445977139963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=4752444445977139963&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/4752444445977139963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/4752444445977139963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2011/05/aquilo-que-devemos-ser.html' title='Aquilo que devemos ser'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-5920030041655871845</id><published>2011-03-28T20:41:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T20:42:12.615-07:00</updated><title type='text'>A Louca</title><content type='html'>miséria nos quadros das cores fortes&lt;br /&gt;nos sons o fato refletia a divina cor de ser autêntica.&lt;br /&gt;nas fotos a rara sensibilidade &lt;br /&gt;que nos texto espanta e na testa atenua a ruga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o rabisco no papel da rua&lt;br /&gt;nos cigarros a dor do dia fenecia&lt;br /&gt;e nas auroras os carros fugiam&lt;br /&gt;os olhos eram buracos, becos; travessas escuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escrita pulsante e nos sentidos o coração gemia&lt;br /&gt;agonia forte que logo partia e vinha; vivia&lt;br /&gt;noite e dia vinham a palavra&lt;br /&gt;canto e alma nos copos sorridentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pintar foi dom pouco cultivado&lt;br /&gt;nos cursos desejados o sonho respira e convida&lt;br /&gt;a obra bate a porta que fecha&lt;br /&gt;geme aquilo que crê: a fé sempre existe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fixação deixa o teatro mais autêntico&lt;br /&gt;no breu chega a vontade de gravar discreta&lt;br /&gt;a verdade que acontece todo dia&lt;br /&gt;congela a vida: sol que nunca mais se põe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas saias e disparos&lt;br /&gt;versos em folhas com pauta engraçam&lt;br /&gt;métodos plausíveis de dizer:&lt;br /&gt;moça, vai viver, vai nascer e ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-5920030041655871845?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/5920030041655871845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=5920030041655871845&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/5920030041655871845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/5920030041655871845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2011/03/louca.html' title='A Louca'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-7529358864179903399</id><published>2011-03-28T11:45:00.000-07:00</published><updated>2012-02-09T20:01:16.062-08:00</updated><title type='text'>Maria Flor</title><content type='html'>quem me dera o braço&lt;br /&gt;ter força capaz de reproduzir&lt;br /&gt;a forma que o cérebro quer&lt;br /&gt;a descoberta por entre as perguntas&lt;br /&gt;a misericórdia de solucionar&lt;br /&gt;aquilo insolúvel no copo d'agua fresca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem me dera ter agora &lt;br /&gt;aquilo que me prometo achar&lt;br /&gt;em qualquer lixo das ruas.&lt;br /&gt;Quero algo que dependa de uma força maior,&lt;br /&gt;mais do mundo do que do meu próprio coração.&lt;br /&gt;E onde estará meu coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suponho viver em forma de flor:&lt;br /&gt;Maria Flor que geme e suspira gotígulas&lt;br /&gt;flor nobre que mal cabe na criatividade fugaz;&lt;br /&gt;Minha flor é alma cor de ruge&lt;br /&gt;coisa em forma de ameba&lt;br /&gt;metamorfose germinosa&lt;br /&gt;hermafrodita divina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-7529358864179903399?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/7529358864179903399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=7529358864179903399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/7529358864179903399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/7529358864179903399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2011/03/maria-flor.html' title='Maria Flor'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-3854759182527215209</id><published>2009-10-04T12:01:00.002-07:00</published><updated>2011-05-26T20:36:51.230-07:00</updated><title type='text'>Começo, meio e momento seguinte.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Ver que nada apaga vontade de existir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;exige de nós garras que não temos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fazemos fogo, fazemos guerra e morremos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de medo, amor e saudade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Surgem fogos e bombardeios;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;felicidades e desesperos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fazem de nós quem somos, seremos e voltaremos a ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existir exige esforço imaginário. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exige medo implícito, força sobrenatural e inexplicável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decifrar os dias é difícil:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uns são morte outros vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas coisas falam, outras fazem, ainda outras provocam e resultam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há sentidos, coisas, pessoas importantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há vitória, há tragédia, há sorte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me deparo todo dias com os olhos de esperança&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que dizem 'sim' à vida que agoniza e agoniza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agarra a chama da ganância e esquece o mau da vida,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que segue calma e brota, ameniza e cria e procria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rastreio a sorte e julgo os fatos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fotos e atos são estáticos e gravados, petrificados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sorrisos congelados me contornam como numa festa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e vivo eternamente com esse bando de gente &lt;/div&gt;&lt;div&gt;que não morre nem vive; não sente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas sorri eterna e alegremente em mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre nós tudo há de ser feliz.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-3854759182527215209?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/3854759182527215209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=3854759182527215209&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3854759182527215209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3854759182527215209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2009/10/comeco-meio-e-momento-seguinte.html' title='Começo, meio e momento seguinte.'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-7795136156276319906</id><published>2009-06-28T20:50:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T20:52:11.660-07:00</updated><title type='text'>Dois</title><content type='html'>Desde quando já se viu ter que medir os passos pra dizer 'saudade'. Falar menos querendo falar mais, se expressar sem gestos, meio errada. Por que precisamos esquecer a vontade, apenas porque surge a incerteza quanto ao próximo passo de lá. Que medo dá, mas por que dá?&lt;br /&gt;Será possível que preciso sumir, desaparecer por um tempo para que possam perceber que me ausento não porque tento, mas para que o escondido &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ressurja&lt;/span&gt;? Não. Há de haver um jeito, uma maneira que seja possível vermos ambos querendo os desejos um do outro.&lt;br /&gt;Eu não faria outra coisa se não desejar a perfeição e, caso houvesse mancha entre nós, despertaria em mim um sufoco que me mataria por fim. A resistência de nós me causaria um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;enjoo&lt;/span&gt; que hoje jamais te contaria. Falo por outro, não por mim.&lt;br /&gt;Agora mesmo cheguei nos dois pontos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;auges&lt;/span&gt; de meu sentimento: o nojo envolto de felicidade, a vontade da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;repúdia&lt;/span&gt;, sem nexo e sem chance, mas voraz e denso.&lt;br /&gt;Lembro-me que perdi a voz muitas vezes, as metáforas de uns dias são escudos do som, da alma; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;entorpecentes&lt;/span&gt; da criatividade. Sinto-me oca, perdida de lógica, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;desprovida&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;fascinação&lt;/span&gt;, palavras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;exatas&lt;/span&gt;, complicadas mas óbvias, tão justas, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;justapostas&lt;/span&gt;. Palavras corretas. O silêncio de dias de calor dentro do meu corpo comprovam que tive medo de diversas coisas, dentre elas de perder a vida, coisa que jamais tive.&lt;br /&gt;Se falo por ti já não sei. É que muitas vezes tenho pena de mim e finjo descrever o perdão merecido. Finjo que alguém ama esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;afeto&lt;/span&gt; e o difama como quem precisa constantemente declarar todos os eternos e francos amores por mim. Seja quem for, quaisquer um desses, que fale de mim como pétala branca, doce que desfaz na boca com aroma de eucalipto; hortelã em forma de ar.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Faz&lt;/span&gt; parte dos dias sentir um calafrio, voltar no tempo e perceber a boca aguando, lembrando do sonho que deixou de comer naqueles dias. Passam dias e percebo a confusão que a mente sofre achando que a vida morre enquanto nasce uma nova face diante de nós. Sofro deixando pelo caminho a frase que não coube em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-7795136156276319906?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/7795136156276319906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=7795136156276319906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/7795136156276319906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/7795136156276319906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2009/06/dois.html' title='Dois'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-7727162790577529536</id><published>2009-02-11T19:01:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T16:57:58.137-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida passa sucinta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e grita, se agita&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o mudo para o muro cai&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a fera geme a gema &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;estoura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o medo chega a mágoa invade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;segundos horas, segundos dias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;feijão com alface, sem pele, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;bacon&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os passos constantes; coragem! vontade!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sossega menina&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que vida mais corrida, mais linda&lt;/div&gt;&lt;div&gt;saudade sinto, mas nada quero de volta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as panelas usadas estão velhas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;jogue-as fora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;amanhã ele vai viajar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixe que assim que der&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a gente marca uma festa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que alegria maior não haverá&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como o começo de tudo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;um alívio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como pausar a vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e tristeza nunca mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas aí tudo volta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como pele de ferida que descola e arde .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aflita, repouso,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pois correr é lamento à quem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ninguém sabe, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;pois o silêncio nunca foi tão conveniente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quanto uma flor num dia ensolarado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou quanto um carinho, apoio, um 'estar ao lado'.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sofrer todo mundo sofre&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que hoje faço é persistir na reticência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a gula por viver, ainda que temendo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é prova de que nada mais me impede &lt;/div&gt;&lt;div&gt;de chegar as palavras finais:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e Fim &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-7727162790577529536?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/7727162790577529536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=7727162790577529536&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/7727162790577529536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/7727162790577529536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-470795078363087837</id><published>2008-11-30T17:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T17:47:05.914-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lamento ao cérebro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mente esquece que o tempo voa,&lt;br /&gt;mas as imagens padecem constantes no cérebro&lt;br /&gt;perambulando diariamente&lt;br /&gt;como se fossem recentes recordações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitado do meu cérebro.&lt;br /&gt;Ele não sabe distinguir história de notícia,&lt;br /&gt;nostalgia de memória recente, fim de início;&lt;br /&gt;Ele não consegue entender por que o jornal de ontem&lt;br /&gt;é mais velho que o jornal de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-470795078363087837?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/470795078363087837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=470795078363087837&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/470795078363087837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/470795078363087837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/11/lamento-ao-crebro-minha-mente-esquece.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-4195096018592855299</id><published>2008-11-24T07:34:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T20:28:23.683-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você e Eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro que não é por vaidade&lt;br /&gt;que as vezes misturo tudo e confundo as coisas.&lt;br /&gt;Juro que não critico por que desprezo,&lt;br /&gt;nem porque considero de altíssimo valor.&lt;br /&gt;Certas vezes discordo, mas me calo; noutras eu falo.&lt;br /&gt;Algumas outras vezes eu só olho, me espanto,&lt;br /&gt;faço cara de nojo e parto.&lt;br /&gt;Juro que não foi de mau &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;caráter&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e que não será futuramente, eu juro - saiba - eu juro.&lt;br /&gt;Prometo que farei álbuns de fotos&lt;br /&gt;e guardarei os melhores livros;&lt;br /&gt;Juro, eu juro que não será por mal,&lt;br /&gt;que irei me vestir meio largada, meio diferente;&lt;br /&gt;que andarei por aí sem nenhum propósito ou motivo.&lt;br /&gt;Juro que terei frio, fome e sede por puro lapso psicológico&lt;br /&gt;e que terei uma vontade disso querendo aquilo&lt;br /&gt;e que farei isso fazendo aquilo e aquilo outro.&lt;br /&gt;Eu juro que não é por mal, eu juro.&lt;br /&gt;Um dia vou chegar em casa com o cabelo bem curto,&lt;br /&gt;meio louro descolorido&lt;br /&gt;e num dia mais nublado farei um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;piercing&lt;/span&gt; novo&lt;br /&gt;ou uma tatuagem&lt;br /&gt;que logo enjoarei por ser espontânea demais,&lt;br /&gt;mas depois adorarei a mesma&lt;br /&gt;justamente por ser espontânea demais.&lt;br /&gt;Terei dois filhos&lt;br /&gt;três dependendo da grana,&lt;br /&gt;mas quatro jamais.&lt;br /&gt;Terão nomes com histórias guardadas em papéis&lt;br /&gt;e farão de mim a mulher mais feliz do mundo.&lt;br /&gt;Antes disso terei ido à China, Índia e Holanda&lt;br /&gt;Terei lido Dostoievski e Dante - finalmente -&lt;br /&gt;e terei descoberto pintores e coreógrafos&lt;br /&gt;que jamais havia imaginado existirem.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Farei&lt;/span&gt; viagens em carros velhos&lt;br /&gt;pelo litoral do Brasil,&lt;br /&gt;pelo sul e norte.&lt;br /&gt;Terei escrito umas mentiras e algumas verdades.&lt;br /&gt;Dormirei na rua, na casa de desconhecidos,&lt;br /&gt;na casa de amigas distantes.&lt;br /&gt;Terei ido ao Canadá,&lt;br /&gt;assistido aos melhores musicais em cartaz&lt;br /&gt;e andado nas mais belas e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tranquilas&lt;/span&gt; ruas da cidade.&lt;br /&gt;Chorarei ausências e presenças;&lt;br /&gt;Chegadas e partidas;&lt;br /&gt;Lembranças e esquecimentos.&lt;br /&gt;Mas eu juro, juro mesmo,&lt;br /&gt;que farei todas essas coisas,&lt;br /&gt;planos bestas na mente fresca,&lt;br /&gt;contos férteis dos sonhos maduros,&lt;br /&gt;de maneira espontânea.&lt;br /&gt;Amarei de maneira espontânea&lt;br /&gt;e todos os outros fins que o amor causa&lt;br /&gt;serão de maneira espontânea,&lt;br /&gt;serão intensamente vividos&lt;br /&gt;e sentidos com amor nos olhos e peito;&lt;br /&gt;Serão radiantes e resultarão numa luz de vida produzida.&lt;br /&gt;E numa noite fria, quem sabe,&lt;br /&gt;talvez eu ou você, não sei,&lt;br /&gt;partirá de leve,&lt;br /&gt;num sorriso frouxo,&lt;br /&gt;a pele já enrugada&lt;br /&gt;e o corpo envolto a fotos da família&lt;br /&gt;que vão até a terceira geração;&lt;br /&gt;E dias seguintes você morrerá&lt;br /&gt;daquilo que chamam morrer de amor.&lt;br /&gt;A família lamentará a ausência&lt;br /&gt;num luto bruto de poucos dias de diferença,&lt;br /&gt;mas que, brando, causará felicidade que exclama:&lt;br /&gt;Como amaram, loucos, até o fim da vida&lt;br /&gt;que passa, mas ainda assim o amor ama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-4195096018592855299?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/4195096018592855299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=4195096018592855299&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/4195096018592855299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/4195096018592855299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/11/entenda-como-quiser-eu-juro-que-no-por.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-2621993641998021770</id><published>2008-11-17T14:48:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T15:11:42.637-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sonolência II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como é bom pegar no sono&lt;br /&gt;ver o claro e escuro tonto&lt;br /&gt;transferir o corpo&lt;br /&gt;alterar o peso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é bom partir pro sonho&lt;br /&gt;desconstruir tudo&lt;br /&gt;apenas com meus olhos fechados&lt;br /&gt;vagar na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;solonência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;sem destinos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;exatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono chega e a pestana avisa&lt;br /&gt;- é agora, já chegou agora a vez -&lt;br /&gt;e devagar vem pedindo&lt;br /&gt;vem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pertinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;quietinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem o sono e vem dormir&lt;br /&gt;fecha as pálpebras e escurece&lt;br /&gt;esquenta o corpo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;emudece&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; o mundo&lt;br /&gt;ecoa o ar que inspira e expira&lt;br /&gt;enquanto a gente de leve levita&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-2621993641998021770?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/2621993641998021770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=2621993641998021770&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/2621993641998021770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/2621993641998021770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/11/sonolncia-ii-ah-como-bom-pegar-no-sono.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-3222378764775173925</id><published>2008-10-24T08:09:00.000-07:00</published><updated>2009-12-25T18:19:53.226-08:00</updated><title type='text'>À Adélia</title><content type='html'>Posto que sei, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Adélia&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;que ainda que incomode essa displicência&lt;br /&gt;amar é ter paciência, eu sei.&lt;br /&gt;E no descamar dos peixes à tarde,&lt;br /&gt;lembro-me vagamente do amor,&lt;br /&gt;cubro-me de prazer, ainda que na chuva solitária&lt;br /&gt;vento fino e cortante lá fora.&lt;br /&gt;Ora, mas é claro que sei&lt;br /&gt;e emocionei-me muito também,&lt;br /&gt;pois se busco vida é nesse amor matinal mesmo&lt;br /&gt;é nesse natural;&lt;br /&gt;nesse amor que soluça&lt;br /&gt;e num susto passa,&lt;br /&gt;alivia a respiração latente.&lt;br /&gt;Amar requer isso mesmo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Adélia&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Formas simples e letras fáceis de serem cantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                LRF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-3222378764775173925?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/3222378764775173925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=3222378764775173925&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3222378764775173925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3222378764775173925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/10/adlia.html' title='À Adélia'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-208724229444896332</id><published>2008-10-04T12:37:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T12:40:23.683-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quem me olha atrás da porta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me olha atrás da porta&lt;br /&gt;que pelos vultos que passam avisto a forma&lt;br /&gt;Não sei se é ela ou se é ele, mas vaga&lt;br /&gt;falando sozinho, olhando atento, vigiando o momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem será que observa e o que observa?&lt;br /&gt;terá ele medo ou coragem?&lt;br /&gt;será de mentira ou de verdade?&lt;br /&gt;Terá ele corpo ou apenas sombra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que será que se esconde?&lt;br /&gt;Por que ressurge e novamente se esconde&lt;br /&gt;por que que quando olho rapidamente o ponto&lt;br /&gt;ele foge com assombro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será ele sorridente?&lt;br /&gt;Quem me olha atrás da porta?&lt;br /&gt;Terá ele algo a me oferecer?&lt;br /&gt;Será alguém que quer me conhecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me olha de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;trás&lt;/span&gt; daquela porta?&lt;br /&gt;Será alguém velho, alguém novo?&lt;br /&gt;Será bicho, será assombração, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;será&lt;/span&gt; um corpo?&lt;br /&gt;Terá garras? Será macio? &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Fará&lt;/span&gt; cócegas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quer quer comigo esse vulto atrás da porta&lt;br /&gt;Quer brincar de correr?&lt;br /&gt;Quer me ajudar a escrever?&lt;br /&gt;Quer ouvir uma piada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me olha atrás da porta?&lt;br /&gt;Será que já fui apresentada, mas não me recordo mais?&lt;br /&gt;Ou talvez tenhamos sido amigos, mas não mais.&lt;br /&gt;Será a alma de mamãe vagando enquanto seu corpo dorme,&lt;br /&gt;Que ainda dormindo me nina, me cuida e me cobre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será, afinal, aquilo atrás da porta?&lt;br /&gt;Massas de ar em movimento ou a mente da gente se convertendo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-208724229444896332?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/208724229444896332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=208724229444896332&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/208724229444896332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/208724229444896332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/10/quem-me-olha-atrs-da-porta-quem-me-olha.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-1932560085652825569</id><published>2008-09-29T09:55:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T09:59:54.635-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vamos falar do poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantos os nomes,&lt;br /&gt;Castro Alves, Álvares&lt;br /&gt;Poetas cansados de amor&lt;br /&gt;Amar na solidão dolorosa;&lt;br /&gt;E quando chega a euforia&lt;br /&gt;algo ainda falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poetas lindos, poemas belos&lt;br /&gt;lindos são seus versos.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa entristece&lt;br /&gt;Carlos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Drummond&lt;/span&gt; Enaltece.&lt;br /&gt;Poetas assumidos&lt;br /&gt;Sem medo de pertencerem&lt;br /&gt;À difícil posição de confessionário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília da beleza de méritos&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Adélia&lt;/span&gt; dos versos prateados.&lt;br /&gt;De &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Alvarengas&lt;/span&gt; à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Mários&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e Carlos; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Paulos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Poetas guardados&lt;br /&gt;nos textos mais belos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumidos foram,&lt;br /&gt;orgulhosos; imperiais&lt;br /&gt;Admiráveis; instintivos.&lt;br /&gt;Poetas das verdades&lt;br /&gt;Loucuras jamais compreendidas.&lt;br /&gt;Verdades que papéis escondem,&lt;br /&gt;por serem deles;&lt;br /&gt;Eles em papel ornamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                setembro, 2008&lt;br /&gt;                                                       LRF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-1932560085652825569?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/1932560085652825569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=1932560085652825569&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/1932560085652825569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/1932560085652825569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/09/vamos-falar-do-poeta-so-tantos-os-nomes.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-967710147520040619</id><published>2008-07-27T07:51:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T07:56:35.094-07:00</updated><title type='text'>A Evolução</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Plantei choro&lt;br /&gt;colhi lágrima&lt;br /&gt;Reli contos&lt;br /&gt;Abri cartas&lt;br /&gt;Fechei portas&lt;br /&gt;Guardei panelas&lt;br /&gt;Soprei forte&lt;br /&gt;Bati canelas&lt;br /&gt;Levantei &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;voo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Corri de novo&lt;br /&gt;Deitei de novo&lt;br /&gt;Chorei de novo&lt;br /&gt;Andei sorrindo&lt;br /&gt;Dormi sonhando&lt;br /&gt;Cai ouvindo&lt;br /&gt;Cresci contando&lt;br /&gt;Juntei pedaços&lt;br /&gt;Rachei &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;descompasso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Penetrei no passo&lt;br /&gt;Larguei o embaraço&lt;br /&gt;Desejei com fé&lt;br /&gt;Lamentei com dor&lt;br /&gt;Fiquei de pé&lt;br /&gt;Sorri com louvor&lt;br /&gt;Gritei de dor,&lt;br /&gt;de ódio,&lt;br /&gt;de amor.&lt;br /&gt;Vivi com vontade,&lt;br /&gt;com felicidade,&lt;br /&gt;com intensidade.&lt;br /&gt;Larguei insignificâncias&lt;br /&gt;Larguei os significados&lt;br /&gt;Joguei-me na vida&lt;br /&gt;Joguei-me descontrolada.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Desconclusões&lt;/span&gt; de tudo&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Afeto&lt;/span&gt; a todos&lt;br /&gt;Respeito por mim&lt;br /&gt;Vontade por todos&lt;br /&gt;Desgosto por ti&lt;br /&gt;Pena ....de ti&lt;br /&gt;Medo ... nenhum&lt;br /&gt;O som, a música, o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ritmo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Mais belo, mais vivo e nítido.&lt;br /&gt;Os rostos, os cheiros, os gostos,&lt;br /&gt;As vidas, tão de perto; ''sou viva''.&lt;br /&gt;Conheço, aprendo, convivo.&lt;br /&gt;Desejo, repudia, início.&lt;br /&gt;A quebra, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;climax&lt;/span&gt;, a tentativa&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;drink&lt;/span&gt;, comemoremos a vida&lt;br /&gt;O fumo, o filme a foto&lt;br /&gt;A perda, o peso, a posse&lt;br /&gt;O jornal, o papel, o lápis&lt;br /&gt;A escrita, o livro e aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;empasse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O nojo, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;vômito&lt;/span&gt;, o sangue&lt;br /&gt;As metáforas, os descontroles, os exames&lt;br /&gt;As vindas, as idas, as malas&lt;br /&gt;Os avisos, os feitiços, as enviadas&lt;br /&gt;Um grito, uma vírgula, o infinito&lt;br /&gt;Meu mundo, seu mundo; Desfaz.&lt;br /&gt;Tudo volta em memória,&lt;br /&gt;em carne,&lt;br /&gt;jamais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2007&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-967710147520040619?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/967710147520040619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=967710147520040619&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/967710147520040619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/967710147520040619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/07/evoluo.html' title='A Evolução'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-4006479561750702391</id><published>2008-07-05T16:05:00.000-07:00</published><updated>2008-07-05T16:13:02.078-07:00</updated><title type='text'>O que deu errado entre Zeth e Olímpio?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O que deu errado entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Zeth&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Olímpio&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que eram fazia parte de uma farsa programada?&lt;br /&gt;Dona Z&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;eth&lt;/span&gt; sempre muito atormentada. Costureira prendada, pintora. Enquanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; era muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;saidinho&lt;/span&gt;, displicente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;barraqueiro&lt;/span&gt;. Outrora eles se viam, se amavam e partiam, mas quando já iam tarde é que vinha o problema; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Zeth&lt;/span&gt; era o problema. Aquela cabeça chata de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;nordestina&lt;/span&gt; rica. Com seus sapatos altos e suas unhas compridas.&lt;br /&gt;Era sempre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Zeth&lt;/span&gt; o problema. E se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; não compreendia era ela quem ficava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ranzinza&lt;/span&gt;, batia o pé e reclamava com a vizinha. Era ela quem não compreendia que não era assim que se amava com prazer.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Olímpio&lt;/span&gt;, já cansado de tanto desprazer, não aguentava mais Z&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;eth&lt;/span&gt; todo dia a se estremecer. Contestando, argumentando, todo dia arrumando um por que, pois por mais calmo que fosse o sono, Z&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;eth&lt;/span&gt; acordava sem compreender. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; sofria sem ninguém entender, pois as verdades mentirosas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Zeth&lt;/span&gt; eram difíceis de descrever.&lt;br /&gt;E então &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; foi procurar casa na rua. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Olípio&lt;/span&gt; foi em busca de vida boa, vida leve, livre, leve e solta. E enquanto tentava agradar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Zeth&lt;/span&gt;, procurava uma outra, que lhe mostrasse o quanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Zeth&lt;/span&gt; não era má, mas também não era boa. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Zeth&lt;/span&gt; se contorcia, naquele seu costume de reclamar, naquele seu desespero por pertencer, naquele seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;fajuto&lt;/span&gt; modo de viver. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; nada queria, nada podia, nada temia e ia. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; não dizia e ia, escondido ele ia a procura de uma vida que lhe desse mais prazer.&lt;br /&gt;A casa dos dois vivia em algazarra. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; quase não estava presente e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Zeth&lt;/span&gt; só fumava. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; chegava em casa e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Zeth&lt;/span&gt; mudava de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;cômodo&lt;/span&gt;, apenas para não ver o rosto daquele que era pai dos seus filhos, amigo dos seus irmãos. Mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; não ligava, comia o feijão que sobrava com o resto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;risoto&lt;/span&gt; e ia dormir satisfeito que não havia ouvido alvoroço. Pela manhã sairia cedo para nunca mais voltar. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; só pensava numa coisa: Como meus filhos irão me aceitar?&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, Z&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;eth&lt;/span&gt; levantou e nem sinal de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; notou, só foi perceber sua demora lá &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;pras&lt;/span&gt; seis, quando seus filhos voltaram do colégio falando da aula de francês. Foi aí que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Zeth&lt;/span&gt; notou que seu marido, aquele tão irritante, partiu e a deixou. As crianças brincavam pela casa, a criada arrumava tudo bem cansada e neste mesmo instante &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;zeth&lt;/span&gt; olhava tudo em transe, como se morresse naquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;exato&lt;/span&gt; instante. E o que não entendia era por que se importava tanto com aquela pessoa a cuja maltratara tanto. Foi então que percebeu que nunca havia reparado no quanto o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; havia sido maltratado. Pela sua grosseria, pela ladainha, pelas suas '&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;abobrinhas&lt;/span&gt;' que de tão cansativas destruíram aquele amor, que de tão pesado e áspero, um dia, acabou.&lt;br /&gt;Enquanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; foi até sua liberdade, matou a saudade do amor de verdade, ainda que traído e criticado com maldade. Mesmo justo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Olímpio&lt;/span&gt; foi errado. Mesmo correto foi fracassado. E seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;carma&lt;/span&gt; da vida era compreender aquele passou que, torto, passou. E durante todos os dias dos anos era aquela mesma ladainha: Seria o pai que abandonara a família. Seria o covarde, o cretino, o farsante. Seria tudo menos o pai que desejou um dia ser, pois jamais seria pai após desaparecer. Mas por que faria isso? Por prazer, por amor, por não desistir como Z&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;eth&lt;/span&gt;, por não querer morrer como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;zeth&lt;/span&gt;, por não se conformar como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;zeth&lt;/span&gt;, por não se permitir como Z&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;eth&lt;/span&gt;. E isso nenhum deles jamais entendeu. E Z&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;eth&lt;/span&gt; olhou a casa, o relógio de prata, o tapete da sala, os brinquedos no corredor. Perplexa e acabada sentou na cadeira e chorou. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Zeth&lt;/span&gt; acordou pra vida, acordou pra si, compreendeu a sua sina por odiar amando, por viver confrontando; Compreendeu sua incapacidade de amar amando. Olhou pela janela e viu a praia, percebeu sua fraqueza, percebeu sua mágoa. Olhou para seu sofá e sentou, abriu um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Free&lt;/span&gt; e fumou; e durante mil anos fumou, o mesmo cigarro, no mesmo lugar, com as mesmas marcas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;batom&lt;/span&gt; escarlate. Com a mesma velocidade e vontade de morrer, Z&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;eth&lt;/span&gt; fumou.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-4006479561750702391?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/4006479561750702391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=4006479561750702391&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/4006479561750702391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/4006479561750702391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/07/o-que-deu-errado-entre-zeth-e-olmpio.html' title='O que deu errado entre Zeth e Olímpio?'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-6933112281967746872</id><published>2008-07-02T21:33:00.001-07:00</published><updated>2008-07-02T22:12:10.279-07:00</updated><title type='text'>29 de Maio de 2008</title><content type='html'>Ainda vão dizer que larguei tudo por aquilo que não queria. Mal sabem que o que busco de fato é a imprevisibilidade.&lt;br /&gt;Ainda vão dizer coisas que de nada dizem ao meu respeito; uns porão as mãos no fogo comprovando aquela verdade mentirosa. Uns poderão dizer que fui tola, fraca, frágil, imoral. Outros dirão que saboreio a vida acontecendo a cada segundo que passa; Um sorriso no rosto de quem anda ao meu lado é um eterno sorriso em meu coração, latejando forte, como a eterna graça de saber que há algo vivo dentro de mim que pula, que salta com tamanha intensidade que jamais poderei descrever. Diante de toda confusão que possa existir numa mente novata, nada mais merece esclarecimento ou raciocínio frio. O que foi presenciado hoje não se compara a nenhuma experiência que um dia terei como sendo individualista, bem remunerada, sucedida, bem arrumada. O que senti hoje foi a cumplicidade e a vontade de ser e estar por alguém e não por mim. Vivi um dia inteiro desejando uma felicidade que não foi a minha e o encerrei confirmando que a perfeição foi almejada e quiçá obtida. Eu jamais saberei.&lt;br /&gt;Nas diversas gargalhadas e nos constantes sorrisos receptivos, encontrei um caminho para pensar no quanto estaria errada caso me trancasse numa vida de tristezas por não ser algo que nem mesmo sei se quero ser. Porque de fato ninguém sabe. Contigo foi até mais fácil compreender - como sempre é, de fato - o quanto a vida é simples, é graciosa e dócil caso saibamos nos render ao precipício que são nossas mentes tentando criar uma solução àquilo que nem mesmo foi um problema. A questão é: sermos inseridos e na ''pressão'' que sofremos ultimamente, ainda que nervosa, agitada e agoniada, hoje, unicamente hoje, que mantive minhas mãos e pernas o mais perto possível de ti, percebi que não devia me incomodar tanto; as coisas acontecem sabe? Elas outrora acontecem e a partir daí seguem ou sem rumo ou determinadas. O que aprendi hoje é que o desespero é para os inseguros, os confiantes sabem a hora de agir. Paciência é uma virtude de poucos; Não me pertence, mas eu a quero. E ainda que querer não seja poder, penso que quero, logo, eu existo; tendo... Aquilo que quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-6933112281967746872?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/6933112281967746872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=6933112281967746872&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/6933112281967746872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/6933112281967746872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/07/29-de-maio-de-2008.html' title='29 de Maio de 2008'/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-3300954905517759320</id><published>2008-06-26T18:23:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T18:42:02.021-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;Contrário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procura-se o contrário&lt;br /&gt;de tudo que um dia já foi buscado&lt;br /&gt;de todas aquelas frases decoradas&lt;br /&gt;de todas as hipóteses de bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procura-se aquilo oposto&lt;br /&gt;que vem de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;supetão&lt;/span&gt; e se instala e agrada&lt;br /&gt;procura-se aquilo que na delicadeza de sentir&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;produz&lt;/span&gt; a imensidão de saborear&lt;br /&gt;procura-se o gosto de viver&lt;br /&gt;o sentido para rir&lt;br /&gt;a forma nobre e simples de amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;procura-se o novo amor&lt;br /&gt;aquele todo despojado&lt;br /&gt;aquele que jamais necessitei&lt;br /&gt;procura-se uma nova forma&lt;br /&gt;que não seja aquela dos rostos juntos&lt;br /&gt;mas sim dos sorrisos colados&lt;br /&gt;mas sim das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;risadas&lt;/span&gt; abafadas&lt;br /&gt;pelos sons das ruas barulhentas&lt;br /&gt;pelos gostos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;chiclete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ao sabor da cerveja amarga&lt;br /&gt;Procura-se a coincidência da procura&lt;br /&gt;a eminência da razão&lt;br /&gt;procura-se tudo que um dia fugiu&lt;br /&gt;a pérola bruta e sem cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele som das notas no violão&lt;br /&gt;aquela loucura perdida&lt;br /&gt;nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pokers&lt;/span&gt; a luz do sol&lt;br /&gt;a forma das ruas quadradas, opacas&lt;br /&gt;procura-se o gosto do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;açaí&lt;/span&gt; com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;guaraná&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Itaipava&lt;/span&gt; gelada nas tardes de domingo&lt;br /&gt;os abraços, a saudade do cheiro inexistente&lt;br /&gt;a ausência de argumentos para amar uma contradição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;procura-se um motivo&lt;br /&gt;para amar, sim, amar.&lt;br /&gt;Aquilo que demoro muito pra assumir que amo de fato,&lt;br /&gt;pois é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;difícil&lt;/span&gt; amar depois que ama.&lt;br /&gt;É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;difícil&lt;/span&gt; amar enquanto ama. Enquanto ama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procura-se amar o contrário&lt;br /&gt;apenas para saber como é o gosto&lt;br /&gt;totalmente oposto&lt;br /&gt;de vida em volta de mim&lt;br /&gt;e saber, aliviada,&lt;br /&gt;que amo qualquer tipo&lt;br /&gt;de apreciação sincera&lt;br /&gt;à respeito disso que flui de mim.&lt;br /&gt;Eu amo a contradição de mim mesma.&lt;br /&gt;Vivemos o contrário&lt;br /&gt;até que o mundo contorne os passos e diga:&lt;br /&gt;Basta. Andemos de cabeça para baixo uma última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17-5-08&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-3300954905517759320?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/3300954905517759320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=3300954905517759320&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3300954905517759320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3300954905517759320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/06/contrrio-procura-se-o-contrrio-de-tudo.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-3378965280942079709</id><published>2008-06-26T07:22:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T07:46:11.125-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;Nosso Silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu querido&lt;br /&gt;faz tanto tempo&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Fazem&lt;/span&gt; tantas horas&lt;br /&gt;tantos segundos&lt;br /&gt;tantos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não compreendo aquilo tão belo&lt;br /&gt;que ainda me dispara o peito incrédulo.&lt;br /&gt;Meu coração foi pego de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;surpresa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e hoje descubro em mim aquele desejo&lt;br /&gt;que repudio com dor,&lt;br /&gt;com ódio de amor.&lt;br /&gt;- Oh! como odeio ainda amá-lo!&lt;br /&gt;E logo vejo que o que desejo&lt;br /&gt;é aquele amor distante&lt;br /&gt;que lateja e só vive porque anseia&lt;br /&gt;algo longe e incessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive a um palmo dos teus lábios&lt;br /&gt;e me contive o quanto pude,&lt;br /&gt;Mas confesso que assim mesmo&lt;br /&gt;os beijei em demasia&lt;br /&gt;Me sujei de tantos beijos;&lt;br /&gt;me enlouqueci de alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só não roubei seus lábios para mim,&lt;br /&gt;porque assim não teria toda obra&lt;br /&gt;apenas uma boca, um lábio sem história&lt;br /&gt;E como quero toda a obra, eu disse:&lt;br /&gt;- Fica, que um dia a gente volta a se ver como antigamente;&lt;br /&gt;a se ter todo inconsequente,&lt;br /&gt;a se amar demasiadamente,&lt;br /&gt;a se desfrutar todo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;inconsciente&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E com um último beijo lhe disse:&lt;br /&gt;- Vá e continue sem mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao me olhar todo transformado&lt;br /&gt;eu entendi que meu amparo&lt;br /&gt;te deixou todo revoltado&lt;br /&gt;com o caminho que a vida nos permitiu.&lt;br /&gt;E nessa pergunta que nos ronda&lt;br /&gt;Nesse fim que não se comprova&lt;br /&gt;Nessa morte que não se firma,&lt;br /&gt;Vivemos,&lt;br /&gt;Numa vida que aguarda&lt;br /&gt;Um retorno mais intenso&lt;br /&gt;Uma frase mais completa&lt;br /&gt;Uma desculpa mais correta&lt;br /&gt;Uma verdade mais sincera&lt;br /&gt;No meio disso que somos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de toda a história&lt;br /&gt;Cada lado leva um pedaço&lt;br /&gt;cada metade segue em vão&lt;br /&gt;por um caminho com espinhos&lt;br /&gt;cheio de notas incompletas&lt;br /&gt;cheio de sons vazios&lt;br /&gt;cheio de vida pouca&lt;br /&gt;cheio de amores imprecisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olho uma última vez,&lt;br /&gt;meu coração ainda disparado, e grito:&lt;br /&gt;Ah! Esse amor arrependido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;desarrependido&lt;/span&gt;!  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;2007&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-3378965280942079709?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/3378965280942079709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=3378965280942079709&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3378965280942079709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/3378965280942079709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/06/nosso-silncio-meu-querido-faz-tanto.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-8875948217858561624</id><published>2008-06-21T22:02:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T22:26:16.799-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;Entre as águas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a leve impressão de que estou nadando por mares estranhos. Nado tão despreocupada que nem sinto as correntes frias me esfaquearem toda. Às vezes sinto-me engolida por tanta água que quase sufoco afogada.&lt;br /&gt;Relembrei todo o processo de criação do mundo enquanto piscava meus olhos: Um segundo eu olhava, noutro fechei minha visão e quando a abri de novo estava viva num mundo de memórias descoordenadas. O processo de criação foi todo descoordenado. Tudo foi surgindo junto e confuso, tudo foi se destruindo também, junto e absurdo. Coisas foram morrendo, coisas foram nascendo. Um mundo todo imenso, bruto e torto foi se inventando e se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;construindo&lt;/span&gt; e dentro dele havia eu e meus olhos e meus segundos produzindo tudo em memórias rápidas.&lt;br /&gt;Enquanto as águas passavam por mim, eu prosseguia num nado tranquilo e constante. Eu era a única que nadava livre por aquelas águas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;maldosas&lt;/span&gt; que cortavam todos e causavam tormentos. Eram os medos internos de todos que causavam uma rapidez naquela circulação de pessoas e já que eu não tinha nenhum medo, parecia lenta no meio de todo aquele pavor de todos. Meu medo era de ficar pra trás enquanto os medos reais aceleravam a ida e vinda dos outros. Eu não tinha medo, tinha vontade de pressa. E naquele vai e vem e vem e vai e tudo passando, o mundo foi se construindo e eu já não podia mais piscar, pois a cada piscadela o mundo construía uma nova visão imensa e renovadora a ser seguida, e a pressa, e o medo, e o mundo, e a construção, tudo se refazia numa mesma vida, em meus mesmos e únicos olhos.&lt;br /&gt;Há tanto mundo no meio dessas águas correntes. Tanta vida destruída, tantos sonhos conquistados. Tantos medos percorrendo. Tantas vontades nascendo. O mundo todo se fazendo. Grandes olhos a piscar. Quantas cores combinadas. Quantas asas a nadar. Quantos ventos a soprar. Quanta chuva, vento, chuva, sol e chuva. Muitos caminhos, muitas pessoas, muitas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ideias&lt;/span&gt;, muitas lembranças, mais medos e mais lembranças. Quanta saudade. Quanta vida. Quanta luz. Quanta água em volta de nós.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-8875948217858561624?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/8875948217858561624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=8875948217858561624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/8875948217858561624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/8875948217858561624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/06/entre-as-guas-tenho-leve-impresso-que.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-8379113627903317289</id><published>2008-06-16T15:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T15:56:28.423-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;Desdém Inventado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai quanta repugnância&lt;br /&gt;Quanto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;enjoo&lt;/span&gt;, quanto nojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viro as costas e ignoro&lt;br /&gt;faço olhares assombrosos.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Digo&lt;/span&gt; coisas só de ódio,&lt;br /&gt;ódio de sentimento nulo,&lt;br /&gt;ódio de sentimento espaçoso, folgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te ignoro&lt;br /&gt;e é fácil, bem fácil&lt;br /&gt;o difícil é ausentar a invenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter olhos na nuca,&lt;br /&gt;bocas nos pés;&lt;br /&gt;e quando vejo&lt;br /&gt;sou toda a rejeição &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;abstrata&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;que te desdenha&lt;br /&gt;criando uma solução.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-8379113627903317289?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/8379113627903317289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=8379113627903317289&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/8379113627903317289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/8379113627903317289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/06/desdm-inventado-ai-quanta-repugnncia.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990519400049455795.post-2656778011287998026</id><published>2008-06-15T08:34:00.000-07:00</published><updated>2008-06-17T17:13:39.303-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foge&lt;br /&gt;das parte &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;difíceis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;dos rumos desgostosos,&lt;br /&gt;das frases suadas&lt;br /&gt;dos contos bobos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se desencanta&lt;br /&gt;das coisas frágeis,&lt;br /&gt;dos acontecimentos mórbidos&lt;br /&gt;das paisagens desproporcionais&lt;br /&gt;dos circuitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ociosos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conquista&lt;br /&gt;aquilo que agrada&lt;br /&gt;aquilo que some de repente;&lt;br /&gt;ela gosta daquilo inexistente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vem&lt;br /&gt;porque quis&lt;br /&gt;porque quer&lt;br /&gt;porque convém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chora&lt;br /&gt;por não saber como ir&lt;br /&gt;como chegar&lt;br /&gt;e ainda assim querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela faz de tudo&lt;br /&gt;se ocupa, se desespera.&lt;br /&gt;Ela vai e volta&lt;br /&gt;Ela quer é reproduzir&lt;br /&gt;a forma mais evidente de sobreviver&lt;br /&gt;Ela quer existir&lt;br /&gt;como todo o ser humano deve querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabe&lt;br /&gt;mas se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;amedrontra&lt;/span&gt; toda,&lt;br /&gt;naquilo dentro dela&lt;br /&gt;que a chama e a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;alcança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é doce&lt;br /&gt;tem amor pelo mundo&lt;br /&gt;pelas coisas, pelas casas e animais&lt;br /&gt;pelas frases e sorrisos ditosos&lt;br /&gt;pelas pessoas humildes de pouca renda&lt;br /&gt;e humildes de renda escassa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela adora uns gosto&lt;br /&gt;detesta uns cheiros&lt;br /&gt;almeja uns sonhos&lt;br /&gt;descarta uns zelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouve músicas tranquilas&lt;br /&gt;com frases bem construídas&lt;br /&gt;e as repete com euforia&lt;br /&gt;numa alegria instintiva&lt;br /&gt;daquelas pessoas que não têm nada a perder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E garantem&lt;br /&gt;que há apenas um dia&lt;br /&gt;em todo o resto de suas vidas&lt;br /&gt;tão cheias de emoções&lt;br /&gt;como as lendas urbanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabe cantar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;desafinadamente&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;tem um jeito exclusivamente dela para compor letras&lt;br /&gt;e sabe ser como deve,&lt;br /&gt;como pode, como convém&lt;br /&gt;jamais excedeu em algo&lt;br /&gt;jamais menosprezou-o também.&lt;br /&gt;Sabe o limite, a necessidade,&lt;br /&gt;todo esse vaivém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe ser, sabe ter&lt;br /&gt;sabe ir, falar, fazer.&lt;br /&gt;Sabe querer, amar, poder.&lt;br /&gt;Sabe existir, acima de tudo.&lt;br /&gt;Sabe o que é soluçar num sorriso choroso&lt;br /&gt;e lamentar as vistas das trilhas.&lt;br /&gt;Sabe registrar cada pedaço&lt;br /&gt;das frases que os olhos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;constroem&lt;/span&gt; noutros olhos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990519400049455795-2656778011287998026?l=luizarefaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarefaria.blogspot.com/feeds/2656778011287998026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990519400049455795&amp;postID=2656778011287998026&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/2656778011287998026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5990519400049455795/posts/default/2656778011287998026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarefaria.blogspot.com/2008/06/ela-ela-foge-das-parte-difcieis-dos.html' title=''/><author><name>Luiza Rezende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12211860714519232373</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
